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Solo Vivo fortalece pequenos produtores no estado do RJ

  • Foto do escritor: IGDS
    IGDS
  • 18 de mai.
  • 3 min de leitura

Projeto oferece capacitações, assistência e apoio técnicos, e análises de solo e água para 600 agricultores





O projeto Solo Vivo, no estado do Rio de Janeiro, irá atender 600 produtores rurais ao longo de 12 meses, em uma realização conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o Instituto Global de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IGDS) e com o Instituto Federal Fluminense (IFF). A iniciativa busca ampliar o alcance das ações em campo, fortalecer o relacionamento com os agricultores e/ou pecuaristas, e integrar soluções práticas e educativas à realidade das regiões atendidas – o que inclui capacitações em empreendedorismo e gestão rural. “Queremos fortalecer a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável no campo, ao combinar assistência técnica, pesquisa, capacitação e atuação territorial”, resume Marilu Cerqueira, produtora de projetos IGDS.


“A ideia é contribuir diretamente para o fortalecimento da operação territorial e da logística do projeto com a nossa ampla experiência nas áreas de mobilização social, educação, empreendedorismo e administração”, amplia Marilu.  


Evolução

No momento, as ações do Solo Vivo, iniciadas em fevereiro deste ano, estão concentradas na mobilização de pessoas nas áreas atendidas, no cadastramento de agropecuaristas, em visitas técnicas e na organização operacional das equipes, bem como na estruturação das atividades de análise de solo e água, de capacitação e de atendimento especializado aos beneficiados. Ao todo, 600 produtores, de 21 municípios das regiões Norte, Noroeste, Sul, Serrana e Médio Paraíba do Estado do Rio de Janeiro, serão contemplados pelo projeto. “A escolha por essas áreas levou em consideração fatores como a presença da agricultura familiar, a importância da atividade rural para a economia local, a demanda por assistência técnica e o potencial de impacto social e produtivo”, descreve Marilu. Também foram analisados aspectos logísticos e a possibilidade de articulação com parceiros locais para ampliar o alcance das ações. Os agricultores e pecuaristas beneficiados, por sua vez, são selecionados por meio de articulação com parceiros locais, lideranças regionais e agentes de mobilização em campo. 


Frentes

O projeto compreende cinco frentes de atuação complementares. Na de assistência técnica especializada, oferta diagnósticos produtivos por propriedade rural e estabelece planos para incremento de resultados, com acompanhamento contínuo por profissionais e pesquisadores da área de Ciências Rurais. Em relação a serviços agronômicos e veterinários, contribui com o aprimoramento no manejo agrícola e/ou sanitário animal, e os beneficiários contam, para isso, com recursos como os de análise e correção de solo. Há a frente dedicada a apoio mecanizado e operacional, que promove orientações em relação à preparação e à recuperação de solo, ao uso de maquinário agrícola e à aplicação de técnicas nas propriedades. O Solo Vivo preconiza, também, a realização de eventos (como feiras, seminários e dias de campo) e a integração entre produtores e instituições dentro dos territórios abrangidos. Por fim, há o eixo dedicado às capacitações e gestão rural, em que agropecuaristas terão acesso a conhecimentos sobre planejamento produtivo e financeiro, e a respeito de empreendedorismo e planos de negócio.

Em relação a esses dois últimos temas, a metodologia By Necessity (BN), que já foi difundida entre mais de 170 mil pessoas em 29 países, fundamenta os treinamentos. Ela orienta sobre como construir e colocar em prática os planos de negócios, a partir do repasse de saberes e trocas de experiências sobre finanças, marketing e recursos humanos, entre outros temas. Para aplicação no Solo Vivo, a BN passou por adaptações ao meio rural, que consideraram características específicas de propriedades e da realidade produtiva no Rio de Janeiro. “Trouxemos a metodologia para perto dos produtores locais ao valorizar soluções práticas, e ao fazer escutas territoriais e acompanhamento técnico aplicados ao cotidiano deles”, conta Marilu.


Expectativas

Segundo a produtora de projetos, as expectativas em relação ao Solo Vivo são as melhores, e o projeto é capaz de impactar positivamente as propriedades e a qualidade de vida das famílias atingidas direta e indiretamente por ele. Além dos resultados técnicos e produtivos, a iniciativa quer fortalecer os vínculos territoriais e ampliar oportunidades de formação de talentos nas regiões atendidas. “Outro ponto importante é o de estímulo à sucessão familiar no campo, com a permanência das novas gerações na atividade rural. O Solo Vivo reconhece as memórias, os saberes tradicionais e a cultura construída pelos agricultores e pecuaristas. Incentiva a autonomia, a geração de renda e a valorização dos produtores rurais, que são agentes fundamentais para o desenvolvimento social, econômico e ambiental dos territórios.”, conclui.


OS OBJETIVOS DO SOLO VIVO

  • promoção de assistência técnica especializada;

  • realização de análises de solo e água;

  • apoio técnico agronômico e veterinário;

  • capacitação de produtores rurais; e,

  • fortalecimento da produtividade e da sustentabilidade das propriedades atendidas.


 
 
 

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