top of page

Filhos deste Solo chega ao Acre para impulsionar a agricultura familiar e o potencial agropecuário do estado

  • Foto do escritor: IGDS
    IGDS
  • 28 de abr.
  • 3 min de leitura

Projeto do Ministério da Agricultura vai investir em aquisição de maquinário e capacitação de agricultores locais


Em 2026, o programa Filhos deste Solo - Acre Tecnológico, patrocinado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e conduzido pelo Instituto Global de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IGDS), dará a mulheres e homens do campo ainda mais subsídios para que a expansão da agropecuária siga em ritmo acelerado no estado.



A iniciativa de fomento à produção familiar prevê a formação de núcleos regionais de mecanização, bem como capacitações técnicas e em sustentabilidade, manejo do solo, empreendedorismo e cooperativismo, que beneficiarão trabalhadores rurais de 13 municípios. Para isso, o projeto investirá na aquisição de tratores, escavadeiras, pás-carregadeiras e implementos (com estabelecimento de sistema de gestão comunitária do uso compartilhado das máquinas), na perfuração de poços e de sistemas de abastecimento de água, além da oferta de cursos a pelo menos mil agricultores.


Um planejamento logístico estruturado garantirá a chegada das máquinas e das equipes responsáveis pela capacitação, inclusive em localidades remotas. A iniciativa contará ainda com assistência técnica especializada, composta por instrutores de equipamentos, técnicos agrônomos e supervisores, assegurando suporte contínuo ao longo da execução, que tem duração prevista de 12 meses.


Com esse conjunto de ações, a expectativa é ampliar a produtividade no meio rural acreano e fortalecer o protagonismo do estado no setor primário. Isso envolve a adoção de recursos e metodologias modernas, a redução do tempo e dos custos no preparo do solo, além da qualificação da mão de obra com foco em inclusão produtiva, especialmente de jovens e mulheres.


O projeto Filhos deste Solo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para metas como a erradicação da pobreza, o avanço da agricultura sustentável, a promoção do trabalho decente e do crescimento econômico, o incentivo ao consumo e à produção responsáveis, a mitigação das mudanças climáticas e a preservação dos solos e da biodiversidade.


A força do agro acreano


Localizado no extremo sudoeste da Região Norte, o Acre faz fronteira com Amazonas, Rondônia, Bolívia e Peru. Inserido no bioma amazônico, o estado vem registrando, nos últimos anos, avanços expressivos relacionados à expansão, diversificação e fortalecimento de cadeias estratégicas no campo, com valorização da agricultura familiar.


O Valor Bruto da Produção (VBP), monitorado pelo governo federal, cresceu 101% entre 2019 e 2025, impulsionado por políticas públicas de incentivo à agropecuária. Em apenas seis anos, passou de R$ 1,9 bilhão para R$ 3,9 bilhões. O indicador, validado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), representa o montante total gerado pela produção antes da dedução de custos com insumos, impostos e outras despesas.


Esses resultados são ainda mais relevantes por ocorrerem em um contexto de preservação ambiental: 84,1% do território permanece coberto por florestas, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Além disso, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, a taxa de desmatamento no Acre ficou 43% abaixo da meta estabelecida no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas do Acre (PPCDQ).


Atualmente, a agropecuária é o segundo setor mais relevante da economia estadual. De acordo com a Seagri, em 2024 o ranking da produção agrícola do Acre foi liderado pela pecuária, seguida por mandioca, milho, café, banana e soja. Destaca-se, ainda, a presença de atividades tradicionais, como o cultivo de cacau e a produção de mel, que contribuem para a diversidade da produção local.


_________________________________________________________________


DESTAQUES DA AGRICULTURA NO ACRE


  • Soja e milho – as duas culturas ganham cada vez mais espaço no estado. A produção de soja saiu de um VBP de R$ 2,6 milhões, em 2019, para R$ 112,5 milhões, em 2025 (crescimento de mais de 4.000%). Já a de milho variou positivamente de R$ 95 milhões para R$ 191,9 milhões no mesmo ínterim (variação de 102%).


  • Café – apenas de 2024 para 2025, a produção cresceu mais de 100% e passou de 3 mil para 6,6 mil toneladas. Entre 2019 e 2025, o VBP da cultura cresceu 1.127,6%. A safra de 2026 deve alcançar cerca de 6,9 mil toneladas de café canephora (robusta), conforme estimativas do IBGE.


  • Mandioca – a produção da raiz tuberosa, um dos principais alimentos cultivados no Acre, deve chegar a 501 mil toneladas em 2026, segundo o IBGE.


  • Cacau – o VBP da cultura cresceu de R$ 20,5 milhões, em 2015, para R$ 139,6 milhões, em 2025.


  • Mel – a produção superou 12 toneladas em 2025.


  • Banana – a produção deverá ultrapassar a marca de 87 mil toneladas no ano.


*Informações da Agência de Notícias do Acre (https://agencia.ac.gov.br/) e da Secretaria da Agricultura estadual.

Comentários


Logo IGDS - Azul.png

INSTITUTO GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Copyright - IGDS - Todos os direitos reservados

bottom of page